sexta-feira, 16 de novembro de 2007

(...)escrevo muitas coisas
cartas
textos
desabafos
e até "meio conto"


cartas que nunca serão entregues
textos que poucos poderão ler e que raros gostarão
desabafos que sempre chegarão numa grande fogueira
conto q nunca termina...


não sei o por que disso...
fico pensado que é apenas uma mania
que sempre que releio acho uma tremenda babaquice (...)



ao som de When under ether

sábado, 10 de novembro de 2007

"Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar wilde

uma carinha muito bacana me mandou, achei bacaninha e aproveitei pra atualizar essa coisa aqui, estacionada pela minha falta de tempo! rs

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

só pra não deixar abandonado...


boas novas me trazem!
como já foi dito... o conto não para!

pois é, acreditem se quiser!
voltei a escrever o conto!
estou vendo se penso em algo não muito louco pra minha
estória sem fim, mas assim não tem graça! rs
vou ver como faço pra juntar as partes...
depois digo como estou indo.

abraços.

ps: sendo mais clara falando de mim, como hta curte em seus e-mails!

até...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

ando pelo meu jardim,
eu que plantei
e o vejo
cheio de espinhos.
cortes profundos,
feridas que doem e não fecham.
grito achando que flores me responderão
e quietas assistem meu corpo sangrando.
caminho pelo meu jardim
eu mesma plantei
de longe tão belo,
mas quando passo por ele sinto dor.
meu jardim, meu belo jardim.
sem culpa, apenas se defende.
meu lindo jardim,
plantado por mim,
regado por mim,
lindo e belo, por mim.
e por mim tem espinhos...
como pode tal coisa bela me machucar?
como pode ter criado raízes tão fortes?
como pode ter tido tanto cuidado pra q sobrevivesse e agora querer acabar com tudo?
como pode?
meu jardim, belo, lindo, triste e solitário jardim
dormirei sentindo seu doce perfume
e meu jardim ?morrerá comigo?
ou me usará para ficar ainda mais forte, mais belo e encantador?
ah! o meu jardim.
lindo, belo, triste e solitário jardim.

sábado, 13 de outubro de 2007

Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
a fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...

Fernando Pessoa

sábado, 29 de setembro de 2007

(...)sábado,20 de junho de 1942
Fiquei dias sem escrever porque queria, antes de tudo, pensar sobre meu diário. Ter um diário é uma experiência realmente estranha para uma pessoa como eu. Não somente porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que mais tarde ninguém se interessará, nem mesmo eu, pelos pensamentos de uma garota de 13 anos. Bom, não faz mal. Tenho vontade de escrever e uma necessidade ainda maior de desabafar tudo o que está preso em meu peito. "papel tem mais paciência do que as pessoas" pensei nesse ditado num daqueles dias em que me sentia meio deprimida e estava em casa, sentada, com o queixo apoiado nas mãos,chateada e inquieta pensando se deveria ficar ou sair. No final, fiquei onde estava, matutando. É, o papel tem mais paciência, e como não estou planejando deixar niguém mais ler este caderno de capa dura que costumamos chamar de diário, a menos um dia encontre um verdadeiro amigo, isso provavelmente não vai fazer a menor diferença. agora voltei ao ponto que me levou a escrever um diário:...
Vou ser mais clara, já que ninguém acreditará que uma garota de 13 anos seja completamente sozinha no mundo. E não sou. Tenho pais amorosos e uma irmã de 16 anos, e há umas trinta pessoas que posso considerar amigas. Tenho um monte de admiradores que não conseguem tirar os olhos de cima de mim, e que algumas vezes, precisam usar um espelho de bolso, quebrado,para conseguir me ver na sala de aula. Tenho uma família, tias amorosas e uma casa boa. Não; aparentmnete parece que tenho tudo, exceto um amigo de verdade. Quando estou com minha amigas só penso em me divertir. Não consigo me obrigar a falar nada que não seja bobagens do cotidiano. Parece que não conseguimos nos aproximar mais, e esse é o problema. talvez seja minha culpa não confiarmos umas nas outras. De qualquer modo, é assim que as coisas são, e não devem mudar, o que é uma pena.(...)

Diário de Anne Frank
mais uma vez Li por entre linhas...
até mais...

não me importo...

não me importo de ficar descabelada, quando isto é feito pelo vento que bate em meu rosto, como um carinho enquanto me encontro sentada na praia viajando na vista perfeita...
não me importo de ficar sem graça, quando meus amigos me ouvem cantando sem motivo
não me importo de ficar suada e cheia de areia, quando pessoas que jamais pensei que fossem me fazer feliz, ficam comigo relembrando bons momentos e brincando de ser criança...
não me importo de viajar todo dia pra casa se é pra ver aquele sorriso no rosto dela...
não me importo de passar pelo que já passei, se isso me deixa bem hoje por perceber que fui capaz de aguentar ...
não me importo de ser vista com vários adjetivos que não me cabem, pois largo o foda-se pra o que esses inúteis pensam...
não me importo com muitas coisas... uma delas sou eu.
mas quando não me importo com o resto... isso me faz bem.
e me faz ligar pra mim...
não me importo, porque isso me faz sentir que sou importante pra mim
e que todo o resto não passa de resto...

não me importo em ser careta quando digo que amo meu irmão e dedico esse post pra ele . Ediminho, Feliz aniversário

segunda-feira, 17 de setembro de 2007



"Não sei sentir,não sei ser humano,
não sei conviver de dentro da alma triste,
com os homens,meus irmãos na terra.
Não sei ser útil,mesmo sentindo ser prático,quotidiano,nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou nada sobrou ou foi pouco,
não sei qual,e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções,todos os pensamentos,todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los
e não conseguisse.
Amei e odiei como toda a gente.
Mas para toda agente isso foi normal e institivo.
Para mim sempre foi a excepção,o choque,a válvula,o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida,
de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer,a enjoar,a cortar,a roçar,a ranger,
a dar vontade de dar pulos,de ficar no chão,
de sair para fora de todas as casas,de todas as lógicas,de todas as sacadas,
e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos."

(passagem das horas - Álvaro Campos)

esse foi um dos textos que interpretei no meu curto tempo de teatro...
conheci Pessoa, e num futuro que passou tornei-me Personne...
bons tempos.
minha vidinha curta, com dias de conversa pra contar...
mas a memória me falha... bons momentos...

domingo, 16 de setembro de 2007

bem,
hoje quero escrever pra quem nem conheço.
um senhor no ônibus vindo da Penha...
que nem me conhece, nem sabe meu primeiro nome...
mas foi capaz de me deixar realmente feliz,
mesmo que por pouco tempo.


pra este desconhecido...
MUITO OBRIGADA!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Hoje ouvi... 'é preciso se perder, pra então se encontrar.'

Me perdi...






e agora?