sábado, 28 de junho de 2008
Alguns pensamentos sintonizados
Incrivelmente sem explicações lógicas
Tentamos acreditar em algo...
Sempre passa pelas nossas cabeças
Um mundo próprio Um mundo nosso
Foi você quem respondeu a pergunta
Que ninguém lia na minha face
Você me ofereceu ser o meu ponto final
Provavelmente estaremos pensando nesse exato momento em:Rapidez, entrega, lelaldade...
Em distancia [fisicamente]
O importante foi ter encontrado
Encontrado alguém que faz bem a alma e ao espírito...
Que se importa!
E não liga para algumas insanidades mundanas.
Incrivelmente sem explicações lógicas
Tentamos acreditar em algo...
Sempre passa pelas nossas cabeças
Um mundo próprio Um mundo nosso
Foi você quem respondeu a pergunta
Que ninguém lia na minha face
Você me ofereceu ser o meu ponto final
Provavelmente estaremos pensando nesse exato momento em:Rapidez, entrega, lelaldade...
Em distancia [fisicamente]
O importante foi ter encontrado
Encontrado alguém que faz bem a alma e ao espírito...
Que se importa!
E não liga para algumas insanidades mundanas.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Porque você não me ama
Da mesma forma que os possui?
Queria uns dos primeiros pedaços
Queria somente uma lasquinha
daquele pedacinho
O terceiro eu aceitava
...
Nem sei se gostou do que escrevi
(certamente você não leu)
Eu tenho a dar tudo, meu irmão,
é só você contar comigo
eu te apoio
e desejo que sejamos apenas amigos-irmãos
Porque é assim que tem de ser
E você sabe.
Da mesma forma que os possui?
Queria uns dos primeiros pedaços
Queria somente uma lasquinha
daquele pedacinho
O terceiro eu aceitava
...
Nem sei se gostou do que escrevi
(certamente você não leu)
Eu tenho a dar tudo, meu irmão,
é só você contar comigo
eu te apoio
e desejo que sejamos apenas amigos-irmãos
Porque é assim que tem de ser
E você sabe.
sábado, 7 de junho de 2008
O caderninho perde uma pequenina folha azul
grafite macio no papel desliza, o rosto dela desenha
frases de amor a ela escreve
sentimento que cresce e faz temer,
como qualquer outro desconhecido.
com ouvidos tapados
com todos sinais de censura
frases medidas, palavras cortadas...
seu rosto toma forma
rosto moldado, menina desenhada,
do jeito que se deseja, mas nunca perfeita
imperfeições e tortos traços,
vezes elogiados como marca do criador[crítico]
vezes mal visto, como descuido, desmazelo
O que fez com inspiração
termina como obra distorcida,
ainda a ama, a criou, a modelou,
ama aquilo que imagina fazer,
mas o resultado foi oposto
resultado oposto
sentimento questionado
esforço pra enchergar, no torto, o esperado...
grafite macio no papel desliza, o rosto dela desenha
frases de amor a ela escreve
sentimento que cresce e faz temer,
como qualquer outro desconhecido.
com ouvidos tapados
com todos sinais de censura
frases medidas, palavras cortadas...
seu rosto toma forma
rosto moldado, menina desenhada,
do jeito que se deseja, mas nunca perfeita
imperfeições e tortos traços,
vezes elogiados como marca do criador[crítico]
vezes mal visto, como descuido, desmazelo
O que fez com inspiração
termina como obra distorcida,
ainda a ama, a criou, a modelou,
ama aquilo que imagina fazer,
mas o resultado foi oposto
resultado oposto
sentimento questionado
esforço pra enchergar, no torto, o esperado...
sábado, 31 de maio de 2008
Ele me contou...
Ele me contou que ficou bem ali,
não parado, mas te esperando.
Ele me contou que sempre olhava
E ficava na tentativa de encontrar algum sinal.
Ele vivia me contando que não criava expectativas,
porém qualquer demonstração de afeto
qualquer demonstração da tua amizade
já estava de bom tamanho
Ele se alegrava.
Ele já estava ficando confuso e tudo que dava vontade de falar
Ele expelia...
Realmente eu não sabia se aquela era a melhor alternativa,
Mas ele continuava a fazer.
Bem, eu não sabia o que eu poderia dizer,
afinal ele sempre possuia um olhar carregado de carência,
e aquilo sempre me deixava de forma passiva.
E eu apenas o acolhi quando ele precisava ou estava perto
E todas as vezes deixava o coração dele falar
O que quer que fosse.
domingo, 18 de maio de 2008
Para Você
Saiba que Você pode contar
falar
ligar
escrever
desabafar
acreditar
tentar sentir
tentar esquecer
tentar solucionar
tentar se libertar
tentar
Pode digitar no teclado
Contornar na folha
Se quiser pode também
...
Você pode
Você deve saber que estou aqui
falar
ligar
escrever
desabafar
acreditar
tentar sentir
tentar esquecer
tentar solucionar
tentar se libertar
tentar
Pode digitar no teclado
Contornar na folha
Se quiser pode também
...
Você pode
Você deve saber que estou aqui
domingo, 4 de maio de 2008
Há tantas rosas num mesmo jardim, flores se abrem,
moças que desabrocham dando o ar da graça a um doce perfume.
Rosto rosado pelo sol da manhã, pele branca como porcelana,
um andar tão calmo como de quem não está ali.
Cabelo ao vento, expressão relaxada, olhos fechados...
Realçavam como aquele momento a abraçava.
Copo de café numa mão, como um portal de volta a esse mundo,
confusões,perturbações e problemas diluídos de forma preta num copinho pequenino,
Na outra mão, um guarda chuva fechado, começara a chover, e ela, presa naquele mundo, sentia gotas geladas em seu rosto, rosto rosado, pele de porcelana, traços finos...
Como num segundo cheguei a vê-la piscar e no segundo de olhos abertos, ela me olha
menina com olhos claros com um vulcão dentro de si
contraste de idéias perfeitas e furiosas num pequeno frasco de um delicado perfume.
moças que desabrocham dando o ar da graça a um doce perfume.
Rosto rosado pelo sol da manhã, pele branca como porcelana,
um andar tão calmo como de quem não está ali.
Cabelo ao vento, expressão relaxada, olhos fechados...
Realçavam como aquele momento a abraçava.
Copo de café numa mão, como um portal de volta a esse mundo,
confusões,perturbações e problemas diluídos de forma preta num copinho pequenino,
Na outra mão, um guarda chuva fechado, começara a chover, e ela, presa naquele mundo, sentia gotas geladas em seu rosto, rosto rosado, pele de porcelana, traços finos...
Como num segundo cheguei a vê-la piscar e no segundo de olhos abertos, ela me olha
menina com olhos claros com um vulcão dentro de si
contraste de idéias perfeitas e furiosas num pequeno frasco de um delicado perfume.
domingo, 13 de abril de 2008
domingo, 30 de março de 2008
Traze-me
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
-Vê que nem te digo - esperança!
-Vê que nem sequer sonho - amor!
Cecília Meireles
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
-Vê que nem te digo - esperança!
-Vê que nem sequer sonho - amor!
Cecília Meireles
sábado, 22 de março de 2008
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa, 2-8-1933
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa, 2-8-1933
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