terça-feira, 15 de janeiro de 2008

"é como estar numa estrada a pé,só com uma lanterna na mão e enquanto consigo manter a lanterna acesa, me mantenho no caminho certo e só vejo a frente, mas sei que estou indo no caminho certo... contudo, as vezes a bateria acaba e é preciso trocá-la...
aí fico na escuridão total e pesadelos horrendos dominam minha mente...eu sei que isso é natural pra passar por essa estrada, ainda mais que vi que tem uns anjinhos de tipos diferentes que aparecem de vez em quando pra iluminar enquanto troco, pra eu não precisar entrar em conflito total e tal"
por Caio

um dos pedacinhos de fala de um carinha mais que bacana...
num dos papos com alguns 'vômitos'

domingo, 13 de janeiro de 2008

(...) sei o que ele sente, sei como é difícil,
também não sei o que dizer, nem se devo dizer algo.

caminha pela casa... insônia
assim como o pai fazia.
não quero que siga seus caminhos
tens sido uma das pessoas mais importantes na minha vida ultimamente
e se pudesse pedir algo ...
diria :fique!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

hoje ela começou a descolar...

Uma atriz que tem a vida destinada a fazer bem de sua platéia , sentia-se realizada com os aplausos e suas expressões...
Resolveu dar um rumo em sua vida. Seguindo-o, ela se dedicava cada dia mais, porém passava tempo demais com a máscara e cada mês mais espetáculos, cada semana, depois todos os dias e então várias apresentações ao dia. Estava tão acostumada que nem a máscara ela tirava, de tempos em tempos mudava seu figurino para que os críticos tivessem do que falar e não notassem outros detalhes como traços de seu rosto, ainda não tapados. Pra ser mais real, a máscara passou a cobrir completamente, até seus olhos pareciam fazer parte dela
Seu belo rosto , começou a ser escondido...
a máscara grudou,criou raízes e dava frutos que sempre arrancavam aplausos, mas hoje começou a descolar...
daqui a uns dias ela cairá e poderá gritar se quiser,
mas isso vai depender se a menina vai deixar descolar e despencar de vez ou não
medo
inquietação no silêncio
conferencia monologa

obrigada

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

hipnose
sensação de segurança
amnésia
euforia
e se fico sem ... loucura ... abstinência...

você é a droga que eu estou mais que viciada!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

pois bem... vejo que andei um tanto longe
ainda pensando num fim,
achei bacana a idéia do tão esperado inesperado!
confesso que ainda me pego pensando nos reais e imaginários,
mas isso martela tanto na minha cabeça que já fica sem graça.

sem me desprender... achei bacana ela (se) encontrar (n)um imaginário,
acho que faria ela parar com essa idéia louca de ser real
e partiria pra idéia de ser o que ela realmente é...
mas aí...

aí ela se torna confusa... ser de pano confusa... rs

tudo começou com a idéia de ser um artigo pra uma revista,mas era época do dia das crianças, então tiveram a brilhante idéia de trabalharmos num conto (trabalharmos = cada qual faz o seu!)começou com tópicos pra redação, apenas organizando idéias,
'ficou bacana! divida-o em falas e faremos um "teatrinho" especial dia das crianças' e virou esse conto interminável... não grande.
a revista?!! não quis mais... mais uma vez joquei pela janela uma oportunidade bacana...
mas não é só um conto. sou eu.mesmo que quase ninguém entenda...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

(...)escrevo muitas coisas
cartas
textos
desabafos
e até "meio conto"


cartas que nunca serão entregues
textos que poucos poderão ler e que raros gostarão
desabafos que sempre chegarão numa grande fogueira
conto q nunca termina...


não sei o por que disso...
fico pensado que é apenas uma mania
que sempre que releio acho uma tremenda babaquice (...)



ao som de When under ether

sábado, 10 de novembro de 2007

"Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar wilde

uma carinha muito bacana me mandou, achei bacaninha e aproveitei pra atualizar essa coisa aqui, estacionada pela minha falta de tempo! rs

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

só pra não deixar abandonado...


boas novas me trazem!
como já foi dito... o conto não para!

pois é, acreditem se quiser!
voltei a escrever o conto!
estou vendo se penso em algo não muito louco pra minha
estória sem fim, mas assim não tem graça! rs
vou ver como faço pra juntar as partes...
depois digo como estou indo.

abraços.

ps: sendo mais clara falando de mim, como hta curte em seus e-mails!

até...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

ando pelo meu jardim,
eu que plantei
e o vejo
cheio de espinhos.
cortes profundos,
feridas que doem e não fecham.
grito achando que flores me responderão
e quietas assistem meu corpo sangrando.
caminho pelo meu jardim
eu mesma plantei
de longe tão belo,
mas quando passo por ele sinto dor.
meu jardim, meu belo jardim.
sem culpa, apenas se defende.
meu lindo jardim,
plantado por mim,
regado por mim,
lindo e belo, por mim.
e por mim tem espinhos...
como pode tal coisa bela me machucar?
como pode ter criado raízes tão fortes?
como pode ter tido tanto cuidado pra q sobrevivesse e agora querer acabar com tudo?
como pode?
meu jardim, belo, lindo, triste e solitário jardim
dormirei sentindo seu doce perfume
e meu jardim ?morrerá comigo?
ou me usará para ficar ainda mais forte, mais belo e encantador?
ah! o meu jardim.
lindo, belo, triste e solitário jardim.

sábado, 13 de outubro de 2007

Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
a fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...

Fernando Pessoa